Seja bem-vindo a mais uma jornada
rumo ao conhecimento.
É hora de (re)começar! Mais um
ano lectivo se inicia e com ele novas expectativas, novos anseios, novos
desejos de que tudo corra dentro do esperado. Propósitos que têm tudo para dar
certo mas, para isso, é necessário dedicação, força de vontade e um bom plano
de estudo.
Aos nossos
Pais/Encarregados de Educação, aqui deixamos um texto para ler e
pensar, afinal para que serve a Escola?
Para que serve a
escola?
Ah, escola,
quantas ideias e ilusões envolvem a tua aura, quem já passou por uma que o
diga. Quantos mitos em torno desta privilegiada redoma do "saber".
Palpites,
opiniões e intervenções, todos têm aos montes a respeito. Como melhorar o
ensino, fazer as crianças e os adolescentes mais interessados, comportados,
disciplinados, enfim, quantas fórmulas mágicas, quantas poções milagrosas.
Contudo,
dentre tantas opiniões, quantas pessoas realmente se perguntam sobre a real
função social de uma escola? Para que raios serve este tão antigo espaço
social? No meu entendimento, a função social da escola é clara, ou pelo menos
deveria ser: construir e divulgar coletivamente o conhecimento. Mas será que é
realmente isso que ela desenvolve?
A palavra que
mais tenho ouvido dentro dos muros da escola é "disciplina". "É
preciso disciplinar", "os alunos não têm disciplina", "a
indisciplina acaba com o ambiente escolar", e por aí vai, indisciplinando
tudo e tentando disciplinar todos, tornado a indisciplina o pecado capital da
nossa velha nova escola.
No caso,
disciplina, aparece com o sentido claro de comportamento. O "bom
aluno" é aquele que tem disciplina, ou seja, sabe se comportar, obedece,
acata as ordens, e, sem percebermos, elegemos o comportamento como sendo um dos
objetivos máximos da escola atual.
Opa, pera aí, e o conhecimento, onde fica? O "bom
aluno" é o comportado, mas o conhecimento está atrelado ao comportamento?
E se não for assim? E se for também o contrário disso? Mais ainda, e se
pensarmos que todo conhecimento que se preze traz consigo um toque de
subversão? Se for assim, com tanta preocupação com o comportamento, em manter,
conservar, como pode nascer o novo, o novo que transforma e convulsiona, que
modifica, como?
Ah, como eu gostaria que a palavra disciplina
retomasse seu sentido original, etimologicamente ligada a discípulo, ou aquele
que segue, que se volta a algo.
Perseguir o
conhecimento, o saber e a verdade, o entendimento, para que possamos ter uma
geração pensante, realmente disciplinada em busca de uma sociedade diferente
desta.
Acho que os
nossos governantes sabem do potencial revolucionário da educação. Por isso a
relegam para o último plano.
Até quando?
Eduardo Kawamura
Aos nossos alunos um poema.
Ser
Estudante é...
É um dia,
quando criança, pegar no lápis
sem saber o
que fazer e traçar as primeiras linhas.
É dizer que
está com dor de cabeça em dia de avaliação ou
deixar a
brincadeira de lado para estudar.
É alcançar
uma nota com o esforço dos colegas ou
se mostrar
interessado em aprender.
É obter dez
na prova de Matemática e
exibir pra
turma inteira ou ficar feliz porque
as noites de
estudo foram recompensadas.
É esconder
dos pais os dias de reunião ou
fazê-los
lembrar que todo o encontro é importante.
É torcer
para que o ano letivo chegue ao fim ou
aproveitar
cada dia de aula.
É ser
aprovado no exame sem um objetivo ou
ter certeza
do caminho que quer seguir.
É concluir a
faculdade e acreditar que aprendeu tudo
ou admitir
que ainda tem muito que aprender.
Ser
estudante é atingir o ápice do ensino e
descobrir
que a melhor escola é a vida.
Tatiane da Silva Santos
E aos nossos professores
um excerto de O desejo de ensinar e a arte de aprender de Ruben Alves
“Há muita sabedoria pedagógica
nos ditados populares. Como naquele que diz: “É fácil levar a égua até ao meio
do ribeirão. O difícil é convencê-la a beber a água...”. De fato: se a égua não
estiver com sede, ela não beberá água por mais que o seu dono a surre... Mas,
se estiver com sede, ela, por vontade própria, tomará a iniciativa de ir até o
ribeirão. Aplicado à educação: “É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O
difícil é convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender...”.
A todos um obrigado
pela confiança depositada
Votos de um óptimo ano
escolar!

