Vejam
como a nossa “Maia” está linda e aprumada, pronta para começar os seus
trabalhos de casa…
Em Portugal Açores, esta tradição revelou-se com a festa dos “Maios”, assinalada no 1º de Maio – Dia do Trabalhador.
E porque hoje é 1º de maio, vamos relembrar este dia, em que os populares e divertidos «maios», sentados, deitados ou de pé, surgem nas ruas, à porta das casas, às janelas, nas praças e outros locais a marcar esta antiga tradição açoriana.
As suas origens remontam às festas pagãs de Roma antiga. Aqui, nos Açores, julgamos que surgiu no início do povoamento do arquipélago e que terá sido trazida pelos Algarvios.
O “Maio” celebra a chegada da Primavera, estação que marca o fim do inverno e o despertar da natureza para uma nova vida, a época das sementeiras.
Dá as boas vindas ao mês de Maio, o mês das festividades à deusa Maia, da mitologia romana, considerada a deusa da fecundidade, numa espécie de apelo às boas colheitas. Acreditava-se, também, que a presença dos “Maios” era uma forma de agradar os espíritos.
Os “Maios” são bonecos artesanais, em tamanho natural, representando pessoas em cenas do quotidiano. Por vezes, são acompanhados de dizeres revestidos de humor, muitas vezes com sentido crítico. Nos tempos antigos, os materiais utilizados para a construção destes bonecos eram basicamente “coisas velhas”.
São vários os povos e países que celebram o primeiro de Maio. Em Portugal, a tradições das “maias e dos maios" chegou mesmo a ser «proibida temporariamente em Lisboa, por carta régia, em 1402, e substituídas por «procissões muito devotas», visando, este impedimento, proteger a religião cristã».
Ao pôr do Sol e de uma forma quase subtil, os maios desaparecem, regressando no Ano seguinte.
